TCC-Enfermagem

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    ATENDIMENTO À CRIANÇA COM TRISSOMIA DO 21 NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: UMA VISÃO DOS ENFERMEIROS
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-11-04) Martins, Ellen Lima
    Conhecer e analisar o conhecimento dos enfermeiros da unidade básica de saúde sobre a Síndrome de Down, para estabelecer um programa de educação em saúde. Método: O presente estudo utiliza uma abordagem qualitativa descritiva, que observa e analisa os resultados complexos a partir do contexto e realidades da atenção primária estudados, visando esclarecer a relevância do tema e a resolução da pergunta de pesquisa. Introdução: A Síndrome de Down é uma condição genética que afeta cognição, motricidade e aspectos físicos, exigindo cuidados específicos. Apesar das limitações, pessoas com essa síndrome podem alcançar qualidade de vida, saúde e autonomia. A enfermagem tem papel crucial na assistência para promoção da saúde e inclusão social desses indivíduos durante toda a vida. No entanto, há lacunas no preparo de profissionais da Atenção Primária para esse atendimento, o que compromete a qualidade da assistência e a inclusão dessas pessoas na sociedade. Os resultados encontrados, apresentam a assistência do enfermeiro da atenção primária como um coordenador e facilitador do processo de saúde da criança e pessoa com SD, garantindo que as unidades de ESF possam contemplar sua complexidade como um ser biopsicossocial e garantir qualidade na assistência de saúde, social, individual, familiar e coletiva.
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    CONSTRUÇÃO, VALIDAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO CHECKLIST DA CIRURGIA SEGURA EM UMA CLÍNICA OFTALMOLÓGICA
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-10-31) Alves, Maria Eduarda Guedes
    As complexidades dos procedimentos cirúrgicos remetem ao entendimento de que, mesmo os procedimentos considerados menos complexos, envolvem etapas críticas e necessitam de acompanhamento sistematizado, em especial por parte da equipe de enfermagem. Por se tratar de um tema atual e em constante desenvolvimento e aprimoramento, a segurança do paciente no centro cirúrgico torna-se importante para reduzir incidentes, e o checklist da cirurgia segura é um instrumento de trabalho que auxilia na prevenção de eventos adversos e mortalidade. O objetivo do checklist da cirurgia segura não é prescrever uma abordagem única para melhorar a segurança no entorno dos eventos adversos às cirurgias, mas sim assegurar que os elementos críticos de segurança sejam incorporados na cultura do ambiente cirúrgico. Pensando nisso, surgiu a questão norteadora desta pesquisa: Como seria a construção, validação e implantação de um checklist para a cirurgia segura em uma clínica onde são realizadas cirurgias oftalmológicas? A questão surgiu ao evidenciar que o instrumento não era utilizado no estabelecimento e que sua utilização poderia gerar benefícios incontáveis à equipe e aos pacientes. Objetivo: Construção, validação de conteúdo e implantação do checklist da cirurgia segura e do processo de enfermagem em uma clínica oftalmológica. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva e metodológica, realizada em três 3 etapas distintas: Construção do instrumento; validação do instrumento e aplicação do instrumento. O instrumento foi construído com base na literatura (inter)nacional sobre a cirurgia segura e o processo de enfermagem. Passou pela validação de conteúdo com a participação de 24 juízes, e cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC), na terceira etapa foi realizado o pré-teste (implantação do instrumento), envolvendo a população alvo (profissionais que atuam no centro cirúrgico da clínica dos olhos). Resultados: O instrumento foi construído e validado por especialistas da área, sendo o IVC de 0,91, o que garante que o conteúdo está de acordo com as necessidades para uma cirurgia segura e processo de enfermagem. Na implantação do instrumento, os profissionais relataram maior confiança na execução das atividades e perceberam o checklist como uma ferramenta facilitadora da assistência de enfermagem. Conclusão: Conclui-se que a construção e a implantação do checklist da cirurgia segura, associada ao processo de enfermagem, contribuíram significativamente para a segurança do paciente e para a qualidade do cuidado prestado durante as cirurgias oculares, reforçando o papel fundamental da enfermagem na promoção da cultura de segurança em ambiente cirúrgico.
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    CUIDADOS PALIATIVOS À LUZ DA TEORIA DO CONFORTO: A VISÃO DOS PROFISSIONAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA DA PESSOA IDOSA
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-11-06) Cunha, Isadora Musolino da
    Diante do aumento vertiginoso da expectativa de vida da população, somado às doenças graves e progressivas, a oferta dos cuidados paliativos se faz essencial no alívio do sofrimento ao longo da trajetória do adoecimento até a finitude da vida. Nesse contexto, as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) destacam-se como espaços destinados à moradia de uma parcela da população idosa. Contudo, observa-se que, em muitos desses ambientes, há profissionais que não dispõem do conhecimento necessário acerca das práticas paliativas que controlam os sintomas das doenças e oferecem qualidade de vida. Objetivo: compreender como são procedidos os cuidados paliativos pelos profissionais de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos à luz da Teoria do Conforto. Método: estudo descritivo com abordagem qualitativa, seguindo a trajetória fenomenológica. O cenário constituiu-se por uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, em que participaram 17 profissionais do cuidado atuantes na referida instituição. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas individuais utilizando gravadores digitais com o intuito de registrar os discursos dos participantes. Posteriormente, as entrevistas foram transcritas na íntegra, respeitando a fidedignidade dos depoimentos. Resultados: possibilitaram demonstrar uma escassez do conhecimento sobre os cuidados paliativos, assim como a não utilização de ferramentas sólidas que validem o início destes cuidados aos idosos institucionalizados, e no que concerne as medidas voltadas ao conforto, foi possível identificar ações em todo o âmbito biopsicossocial e espiritual, porém constatou-se majoritariamente as práticas de conforto habituais dentro da instituição, sem ênfase na abordagem paliativista. Considerações finais: é essencial que se reconheça os obstáculos existentes na prática, bem como a expansão dos cuidados para que a assistência seja pautada em uma visão global do ser humano, consoante as reais necessidades existentes em cada indivíduo, favorecendo um cuidado mais qualificado e alinhado aos princípios dos cuidados paliativos.
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    EFETIVIDADE DA ACUPRESSÃO AURICULAR NA REDUÇÃO DA ANSIEDADE EM ADULTOS: ESTUDO QUASE EXPERIMENTAL
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-11-04) Ferreira, Ana Rita Arantes Villela
    A ansiedade embora seja uma reação natural do organismo, quando excessiva, compromete a qualidade de vida e pode evoluir para transtornos mentais. Diante disso, cresce o interesse por terapias complementares, como a acupressão auricular, uma prática da Medicina Tradicional Chinesa reconhecida por seus benefícios no controle da ansiedade. OBJETIVO: O objetivo do estudo foi avaliar a efetividade da acupressão auricular na redução da ansiedade e na melhoria da qualidade de vida em adultos. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo quase experimental com grupo único, com 38 participantes que apresentavam níveis moderados ou graves de ansiedade. A intervenção consistiu em cinco sessões que ocorreram semanalmente de acupressão auricular utilizando sementes de mostarda aplicadas em pontos específicos. Os níveis de ansiedade foram avaliados por meio do IDATE, e a qualidade de vida pelo WHOQOL-bref, antes e após a intervenção. RESULTADOS: Os resultados demonstraram redução estatisticamente significativa na ansiedade estado e traço, bem como melhora nos domínios físico, psicológico, social e ambiental da qualidade de vida. CONCLUSÃO: A maioria dos participantes relatou alta satisfação com o tratamento e poucos efeitos adversos leves foram registrados. A acupressão auricular mostrou-se uma intervenção segura, de baixo custo e eficaz, com potencial para aplicação na prática clínica como estratégia complementar de cuidado à saúde mental.
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    HIPERGLICEMIA INTERMEDIÁRIA E PREVENÇÃO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2: PERSPECTIVAS DE USUÁRIOS EM UMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-11-06) Carvalho, Ana Julia Rodrigues
    O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), é uma doença crônica não transmissível (DCNT), que tem como característica, a hiperglicemia persistente, representando um dos maiores desafios para a saúde pública mundialmente. A hiperglicemia intermediária (pré-diabetes), é um quadro que antecede o DM2, é um grande marcador de risco e um sinal de alerta, pois nessa fase ainda há a possibilidade de estabilizar ou reverter a situação, dependendo de ações oportunas. Objetivos: Analisar a percepção e o conhecimento de pacientes com hiperglicemia intermediária sobre a prevenção do diabetes tipo 2 na atenção primária à saúde. Compreender os fatores que influenciam a permanência na fase pré-diabética, sem evolução para o diabetes mellitus tipo 2 em usuários da atenção básica. Identificar os conhecimentos dos usuários sobre a condição de hiperglicemia intermediária e sua possível progressão para o diabetes tipo 2 e também sua regressão. Analisar as orientações recebidas sobre prevenção e mudanças no estilo de vida compreender os desafios enfrentados pelos usuários na adoção de práticas preventivas de enfermagem no cuidado e na educação em saúde desses usuários. Propor estratégias que possam qualificar a atuação da equipe de enfermagem na prevenção do diabetes tipo 2 em pessoas com hiperglicemia intermediária. Método: Este é um estudo, uma pesquisa qualitativa e descritiva, desenvolvida em uma Estratégia Saúde da Família (ESF) localizada em um município do interior de Minas Gerais, contou com a participação de 20 usuários dessa unidade, já previamente diagnosticados com hiperglicemia intermediária (DM2). A coleta de dados ocorreu por meio de anamnese e questionário aplicados durante visitas domiciliares previamente planejadas com apoio dos agentes comunitários de saúde. Os resultados foram organizados em 5 categorias: diagnóstico e rastreio; orientação e conhecimento sobre prevenção; perfil sociodemográfico e clínico; dificuldades e colaboradores para adesão ao tratamento; e uso de medicamentos como estratégia isolada ou associada. Considerações éticas: Obtida aprovação do Comitê de Ética da instituição proponente sob Protocolo CAAE: 81362224.7.00005116 e respeitadas as questões éticas, em cumprimento à Resolução CNS 466/2012. Resultados: Verificou-se que a maioria dos diagnósticos foi realizada por exames de rotina, não havendo busca ativa sistemática. Porém, alguns participantes relataram orientações sobre hábitos de vida, estas sendo superficiais e pouco contínuas. O perfil predominante foi de mulheres, com idade superior à 45 anos, hipertensas e com histórico familiar de diabetes, o que revelou a coexistência de fatores de risco tanto modificáveis quanto não modificáveis. Entre as dificuldades, nota-se a resistência na mudança dos hábitos alimentares principalmente e também na prática de exercício físico, limitações físicas, descontinuidade ou nenhum acompanhamento nutricional, havendo também medo das complicações e apoio multiprofissional estabelecidos como facilitadores. Verificou-se também que o uso de medicamentos, apresentou melhores resultados quando associado à mudanças nos hábitos de vida. Conclusão: A prevenção de DM2 depende de estratégias sistematizadas, contínuas e integralizadas, com ênfase na atuação da enfermagem que é de suma importância e relevância para os resultados, com educação em saúde, busca ativa, acompanhamento próximo e contínuo, o que reforça a possibilidade de estabilizar ou reverter o quadro de hiperglicemia intermediária.