TCC-Fisioterapia

URI Permanente para esta coleção

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 5 de 63
  • Item
    POSICIONAMENTO PÉLVICO E FUNÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO EM MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO
    (Fundação Educacional de Lavras, 2026-06-17) Santos, Silva Pereira
    A incontinência urinária é uma condição relevante devido à alta prevalência entre mulheres, porém ainda há lacunas na relação dos parâmetros angulares pélvicos com a força dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Objetivo: verificar o posicionamento pélvico de mulheres com incontinência urinária de esforço (IUE), relacionando-o com a força muscular dos MAP. Metodologia: foram avaliadas 21 mulheres com idade média de 57,52 anos. O posicionamento pélvico foi analisado por meio da biofotogrametria, mensurando-se o ângulo de inclinação pélvica no plano sagital entre as espinhas ilíacas póstero-inferior e ântero-superior, classificando a pelve em neutra, antevertida ou retrovertida. A força dos MAP foi avaliada por meio do toque bidigital vaginal, utilizando a escala de Oxford. Resultados: O grau de inclinação pélvica avaliado no plano sagital direito pela biofotogrametria teve uma média de 16,03 graus, sendo uma tendência à anteversão pélvica. A força da musculatura do assoalho pélvico concentrou-se nos graus 1 e 2, com 85,71% apresentando tempo de contração ≤3 segundos. Observou-se que maior força muscular e maior tempo de sustentação estiveram associados à melhor qualidade de vida (p<0,05). Não houve associação entre idade e função muscular. Por outro lado, maior inclinação pélvica (anteversão) associou-se à menor força e resistência muscular (p<0,05). Conclusão: mulheres com anteversão pélvica tendem a apresentar maior fraqueza dos MAP e pior qualidade de vida.
  • Item
    O PAPEL DA MASSAGEM PERINEAL NO PERÍODO GESTACIONAL NA PREVENÇÃO DE LACERAÇÃO DO PERÍNEO DURANTE O PARTO VAGINAL
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-11-17) Costa, Evelyn Cristina
    Preparar a mulher para o parto com programas de preparação no pré-natal são recomendações mundiais para promover uma gravidez saudável, com maior autonomia durante o trabalho de parto. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos da massagem perineal realizada durante a gestação na prevenção de lacerações perineais durante o parto e na melhoria da experiência de parto para mulheres submetidas ao parto normal. Material e método: Participaram deste estudo 103 mulheres puérperas (até 6 meses de puerpério) que responderam a um questionário online sobre o seu preparo para o parto, com perguntas sobre a realização da fisioterapia pélvica e a massagem perineal e os desfechos do parto. Resultados: 27% das mulheres que realizaram a massagem apresentaram uma redução significativa na incidência de lacerações perineais em comparação com aquelas que não realizaram a massagem, cujo percentual foi de 42%. A realização da massagem perineal na gestação também foi associada a uma redução na gravidade das lacerações, visto que 39,02% tiveram lacerações de primeiro grau entre as participantes que realizaram a massagem, enquanto aquelas que não realizaram a massagem apresentaram maior incidência de lacerações de segundo e terceiro graus. Além disso, a massagem perineal foi associada a uma menor duração do trabalho de parto, uma vez que a maioria (52,94%) teve uma duração inferior a 30 minutos e uma melhor experiência de parto, conforme relatado pelas participantes. Conclusão: a massagem perineal realizada durante a gestação foi uma intervenção eficaz na redução de lacerações perineais e na gravidade delas, além de diminuição do tempo do trabalho de parto, o que pode melhorar significativamente a experiência do parto.
  • Item
    O TREINAMENTO DA MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO É EFICAZ NA PREVENÇÃO DE LACERAÇÃO PERINEAL EM PARTOS VAGINAIS?
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-11-17) Costa, Emily de Jesus
    Introdução: Preparar a mulher para o parto com programas de preparação no pré-natal são recomendações mundiais para promover uma gravidez saudável, com maior autonomia durante o trabalho de parto. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia do treinamento do assoalho pélvico na prevenção de lacerações perineais durante o parto e na melhoria da experiência de parto para as mulheres. Material e método: Participaram desse estudo 103 mulheres no pós parto até 6 meses de pós parto que responderam um questionário on-line sobre seu preparo durante a gestação em relação a fisioterapia pélvica e ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico durante a gestação. Resultados: A maioria das participantes iniciou o treinamento do assoalho pélvico durante o segundo trimestre da gestação. Mulheres que realizaram o treinamento apresentaram uma redução significativa na incidência de lacerações perineais (27%) em comparação com aquelas que não realizaram o treinamento (42%). O treinamento também foi associado a uma redução na gravidade das lacerações, com a maioria das lacerações sendo de primeiro grau entre as participantes que treinaram, enquanto aquelas que não treinaram apresentaram maior incidência de lacerações de segundo e terceiro graus. O treinamento do assoalho pélvico associou-se a uma menor duração do trabalho de parto e a uma melhor experiência de parto relatada pelas participantes. Conclusão: O estudo conclui que o treinamento do assoalho pélvico é uma intervenção eficaz na redução de lacerações perineais e pode melhorar significativamente a experiência do parto.
  • Item
    INFLUÊNCIA DE FATORES SOCIOECONÔMICOS E ACEITAÇÃO DE PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS RELACIONADOS À GORDURA LOCALIZADA EM MULHERES ADULTAS
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-11-17) Carvalho, Ana Luiza de
    Na atualidade tem se tornado cada vez mais comum a prática de procedimentos estéticos não invasivos, muitas mulheres em busca da sua imagem corporal tão esperada se submetem a eles. Contudo, pouco se sabe sobre o nível de aceitação, as perspectivas e o status socioeconômico da população e sua relação com tais procedimentos. O objetivo do estudo foi avaliar o nível de aceitação e satisfação das mulheres acima de 18 anos em relação aos procedimentos estéticos, e a relação de sua realização e o fator socioeconômico. Trata-se de um estudo do tipo observacional, descritivo de corte transversal, conduzido com 283 participantes do sexo feminino, de 18 a 50 anos, residentes em Lavras-MG, que foram divididas em dois grupos. Foram coletados dados sociodemográficos e questões relacionadas aos procedimentos estéticos (carboxiterapia, criolipólise, drenagem linfática manual, radiofrequência e endermoterapia) por meio de um questionário aplicado de forma presencial e nas redes sociais de maneira online. Foi conduzida uma análise descritiva das variáveis, averiguando por meio do teste de Qui-Quadrado de Pearson com correção de Rao-Scott as diferenças que podem ocorrer entre os grupos. Os resultados apontam que há uma adesão muito baixa em relação aos procedimentos estéticos. Em se tratando da satisfação das participantes que já os realizaram, os percentuais encontrados foram os seguintes: carboxiterapia (63,64%), criolipólise (75%), endermoterapia (100%), radiofrequência (86,96%) e drenagem linfática manual (91,11%). Quanto a correlação entre os procedimentos estéticos e o fator socioeconômico encontramos resultados significativos como a criolipólise (p-valor <0.001), radiofrequência (p-valor 0.033) e drenagem linfática manual (p-valor <0.001), enquanto a endermoterapia e carboxiterapia tiveram um valor p = 0.239 e p = 0.507 respectivamente. Foi concluído que há um alto índice de satisfação das mulheres que já realizaram os procedimentos estéticos e que o fator socioeconômico pode ser um dos critérios que impossibilitam as mulheres de realizar os procedimentos estéticos.
  • Item
    Nível de conhecimento das mulheres sobre a Lei n°11.108 de 2005 e sua relação aos aspectos socioeconômicos
    (Fundação Educacional de Lavras, 2025-06-18) Rodrigues, Vanessa Maria Bernardes
    A saúde da mulher deve ser entendida de forma ampla, considerando aspectos biológicos, sociais e culturais. A violência obstétrica é um grave problema de saúde pública, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e ainda presente em muitos ambientes de parto, desrespeitando os direitos das mulheres. Diante disso, destaca-se a importância da Lei nº 11.108/2005, que garante à parturiente o direito à presença de um acompanhante durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Este trabalho teve como objetivo geral analisar o nível de conhecimento das mulheres sobre essa lei e sua relação com fatores socioeconômicos. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e de corte transversal, aprovado pelo Comitê de Ética e conduzido com 395 mulheres, de 18 a 50 anos, residentes no município de Lavras-MG. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário online, divulgado por redes sociais e e-mail, com perguntas sobre perfil sociodemográfico e conhecimento sobre a Lei nº 11.108. Observou-se que 74% das participantes desconheciam a Lei nº 11.108/2005, e apenas 29% sabiam da permissão de um acompanhante de sua escolha no pré, durante e pós-parto. A maioria das mulheres tinha ensino fundamental incompleto (46%), mais de três filhos (48%) e vivia em famílias com quatro a sete membros (61%). Além disso, entre as que tiveram filhos, 71% utilizaram o serviço público de saúde, e 98% relataram não terem sido informadas pelo hospital sobre os critérios da lei. Foi observada uma associação estatisticamente significativa entre o nível de conhecimento da lei e o nível socioeconômico de forma indireta, como tipo de moradia própria que influenciam diretamente no conhecimento da referida lei (OR: IC 95%; 1,87 – 4,80). Os dados indicam a necessidade de ampliação das estratégias de educação em saúde, principalmente nos serviços de atenção básica, visando garantir o acesso à informação e o respeito aos direitos das mulheres durante o processo de parto, para combater práticas de violência obstétrica.