HIPERGLICEMIA INTERMEDIÁRIA E PREVENÇÃO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2: PERSPECTIVAS DE USUÁRIOS EM UMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

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Data
2025-11-06
Autores
Carvalho, Ana Julia Rodrigues
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Editor
Fundação Educacional de Lavras
Resumo
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), é uma doença crônica não transmissível (DCNT), que tem como característica, a hiperglicemia persistente, representando um dos maiores desafios para a saúde pública mundialmente. A hiperglicemia intermediária (pré-diabetes), é um quadro que antecede o DM2, é um grande marcador de risco e um sinal de alerta, pois nessa fase ainda há a possibilidade de estabilizar ou reverter a situação, dependendo de ações oportunas. Objetivos: Analisar a percepção e o conhecimento de pacientes com hiperglicemia intermediária sobre a prevenção do diabetes tipo 2 na atenção primária à saúde. Compreender os fatores que influenciam a permanência na fase pré-diabética, sem evolução para o diabetes mellitus tipo 2 em usuários da atenção básica. Identificar os conhecimentos dos usuários sobre a condição de hiperglicemia intermediária e sua possível progressão para o diabetes tipo 2 e também sua regressão. Analisar as orientações recebidas sobre prevenção e mudanças no estilo de vida compreender os desafios enfrentados pelos usuários na adoção de práticas preventivas de enfermagem no cuidado e na educação em saúde desses usuários. Propor estratégias que possam qualificar a atuação da equipe de enfermagem na prevenção do diabetes tipo 2 em pessoas com hiperglicemia intermediária. Método: Este é um estudo, uma pesquisa qualitativa e descritiva, desenvolvida em uma Estratégia Saúde da Família (ESF) localizada em um município do interior de Minas Gerais, contou com a participação de 20 usuários dessa unidade, já previamente diagnosticados com hiperglicemia intermediária (DM2). A coleta de dados ocorreu por meio de anamnese e questionário aplicados durante visitas domiciliares previamente planejadas com apoio dos agentes comunitários de saúde. Os resultados foram organizados em 5 categorias: diagnóstico e rastreio; orientação e conhecimento sobre prevenção; perfil sociodemográfico e clínico; dificuldades e colaboradores para adesão ao tratamento; e uso de medicamentos como estratégia isolada ou associada. Considerações éticas: Obtida aprovação do Comitê de Ética da instituição proponente sob Protocolo CAAE: 81362224.7.00005116 e respeitadas as questões éticas, em cumprimento à Resolução CNS 466/2012. Resultados: Verificou-se que a maioria dos diagnósticos foi realizada por exames de rotina, não havendo busca ativa sistemática. Porém, alguns participantes relataram orientações sobre hábitos de vida, estas sendo superficiais e pouco contínuas. O perfil predominante foi de mulheres, com idade superior à 45 anos, hipertensas e com histórico familiar de diabetes, o que revelou a coexistência de fatores de risco tanto modificáveis quanto não modificáveis. Entre as dificuldades, nota-se a resistência na mudança dos hábitos alimentares principalmente e também na prática de exercício físico, limitações físicas, descontinuidade ou nenhum acompanhamento nutricional, havendo também medo das complicações e apoio multiprofissional estabelecidos como facilitadores. Verificou-se também que o uso de medicamentos, apresentou melhores resultados quando associado à mudanças nos hábitos de vida. Conclusão: A prevenção de DM2 depende de estratégias sistematizadas, contínuas e integralizadas, com ênfase na atuação da enfermagem que é de suma importância e relevância para os resultados, com educação em saúde, busca ativa, acompanhamento próximo e contínuo, o que reforça a possibilidade de estabilizar ou reverter o quadro de hiperglicemia intermediária.
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Palavras-chave
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Hiperglicemia intermediária; Diabetes Mellitus tipo 2;Pré-diabetes. Enfermagem; Atenção Primária à Saúde. Promoção; Prevenção.
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