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Título: MARGEM DE ERRO DO CÁLCULO DE VELOCIDADE A PARTIR DOS VESTÍGIOS EM ACIDENTES DE TRÂNSITO COM TACÓGRAFO PRESENTE
Autor(es): Torres, Apollo Nobre
Primeiro Orientador: Vieira, Tales Giuliano
Palavras-chave: Acidente de Trânsito;Cálculo de Velocidade;Tacógrafo;Física Forense
Data do documento: 28-Jun-2019
Editor: Fundação Educacional de Lavras
Resumo: O maior desafio do Perito Criminal em um local de acidente de trânsito é determinar a causa do sinistro veicular, sendo uma das mais presentes o excesso de velocidade. Para o cálculo da velocidade de um veículo e consequente reconstrução da dinâmica do acidente, o profissional forense necessita do máximo de vestígios, tais como marcas de frenagem, fricção e derrapagem que forneçam o subsídio suficiente para a aplicação das fórmulas físicas apropriadas. O objetivo do estudo é selecionar os casos periciais em que havia a presença de tacógrafo e extensa quantidade de vestígios que também permitiam calcular a velocidade do veículo através de fórmulas físicas, podendo assim criar um comparativo dos dados presentes no registrador instantâneo de velocidade e do obtido através de cálculos, a fim de determinar a margem de erro deste segundo. Foram analisados 648 laudos periciais de acidentes de trânsito ocorridos em Minas Gerais no período de 01/06/2016 a 30/05/2018 que envolviam veículos que apresentavam tacógrafo. A partir destes, foram selecionados os documentos que possuíam vestígios suficientes para a realização do cálculo da velocidade por meio de fórmulas físicas. Em seguida, realizou-se a comparação para análise estatística. O estudo resultou na seleção de 61 laudos periciais que possuíam dados suficientes para a comparação das velocidades obtidas por tacógrafo e por cálculo a partir dos vestígios. A margem de erro média obtida através do cálculo pelos dados coletados no local foi de ±9,9% ou ±7,1km/h da velocidade aferida no tacógrafo. Em apenas 3,3% dos casos analisados, uma das velocidades se encontrava dentro do limite regulamentado pela via e a outra não, enquanto em 96,7% dos sinistros ambas as velocidades estavam enquadradas dentro ou fora do limite estabelecido por sinalização viária. A pesquisa apontou resultados muito próximos da margem de erro de 10% apontada pela literatura, sendo portanto um método confiável de cálculo. A robustez dos dados obtidos em um local de acidente veicular pelo Perito serão essenciais para a maior precisão do cálculo e redução da margem de erro, entre eles: o pavimento da via, as medidas dos vestígios impressos no leito asfáltico, gramíneo ou arenoso, a condição dos pneus e as características de cada veículo.
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